LOUCA!*
Loucura:
sf (louco+ura2) 1 Estado de quem é louco. 2 Med Desarranjo mental que, sem a pessoa afetada estar ciente do seu estado, lhe modifica profundamente o comportamento e torna-a irresponsável; demência; psicose. 3 Ato próprio de louco. 4 Insensatez. 5 Aventura insensata. 6 Grande extravagância. 7 fam Alegria extrema, diabrura: Loucuras das crianças. 8 fam Propensão excessiva; mania: Loucura pelo futebol. 9 fam Despesa desproporcionada. Antôn (acepção 4): siso. (Dicionário Michaelis)
Responda rápido: Você se acha louco?
Hein?!
É rápido!
Se parou para pensar 5 segundos é porque tem dúvidas
Mas isto não é caso de “bolinha”. Boa parte de nós em algum momento da vida, já fez tal indagação: “sou eu o louco, ou é o mundo que não está girando, e sim pirando?”
Tem gente que por passar por esta dúvida resolve tirar a prova a limpo. E para isso precisa de ajuda de um especialista. Um psiquiatra. Hoje em dia a coisa mais normal do mundo são pessoas irem a psiquiatras...
Acreditou?...
Bom, tentei.
Enfim...
Margarete passava por um momento muito difícil. Sua vida parecia um trem da Super Via descarrilado. Imagina o povo lá dentro tentando se ajeitar. Imaginou? Deu nervoso? Então, sua vida estava assim.
Em um dado momento optou por se consultar com um psiquiatra. Parecia até uma atitude drástica demais, mas era disso que ela estava precisando.
Ela não tinha indicação alguma. E era um pouco difícil abordar o assunto com as pessoas, imagina:
"- Oi, tudo bem? Você tem algum psiquiatra para me indicar?"
Depois de certa procura agendou uma consulta com uma Médica, Dra. Cacilda:
“Din-don”
Eis que a porta é aberta por uma mulher bem pequena, de voz impostada, magrinha e de óculos, que parecia ter acabado de tirar "bobs" dos cabelos. A pequena Dra. era um misto de playmobil com Farah Fawcett (fui longe agora).
A pequena Dra. pediu para Margô aguardar um pouco, pois estava com paciente dentro da sala.
Depois de alguns minutos, terminou a tal consulta e a médica levou a outra paciente até a porta de saída:
- Nos vemos mês que vem, então. No entanto, até lá será que a Sra. poderia me receitar algo mais para eu relaxar?
- Minha filha, não precisa, com esses remédios que te receitei você vai flutuar. Até o mês que vem.
Aquele comentário, não desceu bem...
“Hum, abstraio o que ouvi ou saio correndo?”
Mas não teve tempo de decidir. A pequena Dra. se dirigiu a Margô e pediu para que ela entrasse na sala.
- Vamos lá, vamos lá. Primeiro precisamos fazer uma ficha, sabe, ficha?
- Sim
- Pois bem, me dê sua carteira e identidade.
- Pois não.
A pequena Farah Fawcett sentou na frente da mesa, que tinha duas pilhas de documentos, uma de cada lado, e, bem a sua frente, um bloco de fichas.
Margô notou que ela começou a procurar algo...
A pequena Dra. ia para a pilha da direita, e ia para a esquerda. Voltava pra direita, e de novo pra esquerda...
“Ela está muito preocupada com o que procura. Será que se me levantar e sair de fininho vai notar minha falta. Melhor, será que ela já notou a minha presença?”
Até que achou o que estava procurando tanto: o tal bloco de fichas... Que estava bem na sua frente...
Depois, a pequena Dra, sacou da gaveta um papel bem dobrado e começou a desdobrá-lo: uma vez, duas vezes, três vezes... Até que o papel, de tão grande, tomou conta da mesa toda. Aquilo era na verdade um modelo de ficha que ela usava para cadastrar seus pacientes. Ela copiava tudo que estava ali e colocava na ficha.
“Minha nossa, quantos graus de miopia ela deve ter?!”
Margô, coitada, não sabia se ria, ou se chorava. Estava claro que a coitada da pequena Dra. era mais louca que Margô.
A Dra. começou a preencher a ficha da Margô, que continuava ali, ao menos de corpo, porque sua alma já tinha picado a mula há muito tempo.
- Então, vamos lá. Qual é o seu problema
“se eu soubesse o meu problema não estaria aqui.”
- Sabe o que é Dra. estou passando um momento difícil, cheia de dúvidas, minha autoestima não está das melhores, e meu namoro também não vai indo bem.
- A solução é jogar um balde de água fria! Balde de água fria! E sair fora! Sair fora!
- A Sra. acha?
- Sim acho! Olha o que vocês devem é fazer uma terapia de casal, “casal”. Terapia de casal, “casal”...
“ Ué, não era pra jogar um balde? Agora é terapia? E como se pede para um namorado fazer terapia de casal?!”
- ... porque os dois têm um problema em comum. Conheço um lugar em Botafogo, que tem uns profissionais ótimos, fica ali, na, na, como chega ali? Sabe ali, na, na... Ali é Botafogo ou Flamengo? Ali, naquela rua, na, na... Você faz um balão, sabe? E chega ali, é rapidinho...
“Então tá, a psiquiatra é louca e precisa de um GPS urgentemente.”
Margô fingia entender, até para que a pequena Dra. não ficasse tão perdida em Botafogo, coitada.
- Sei onde é sim...
- Ali na... na... na...
- Entendi...
- Você faz um balão, e é rapidinho!
- Sim, entendi...
- Entendeu? É fácil, É só pegar a rua... rua..., ali é Botafogo ou Flamengo?
- E vou fazer isso mesmo, Dra. vou procurar uma terapia de casal, “casal”, e acho que será melhor, “melhor” para a gente, “gente”.
- É do contrário, é balde de água fria.
- Ah é, já entendi...
- Mas enfim, qual o remédio que você quer tomar?
- Hein?!...
*Notas da louca da redação:
1 – Este texto é mera ficção;
2 – Mas suas personagens “podem” existir;
3 – Aliás, pode ser você, se cuida, “tô” de olho.
4 – Nada contra psiquiatras! A história foi passada assim, fazer o quê...
5 – Se a carapuça servir, use-a e seja feliz!
MG
kakakakaka!!
ResponderExcluirEspero que as Dras Cacildas deste planeta lindo, porém louco, não fiquem chateadas.
Muito boa !
ResponderExcluirNão se preocupe porque todos os bons psiquiatras tem conhecimento dos psicopatas com CRM :)
Adorei MG. De louco todo mundo tem um pouco, isso é FATO!!!!
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